Episódio 4

“O Arroz Infalível”


Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada, amigos do Larica Total, este episódio número 4 “O Arroz Infalível” não é para ser visto, é para ser feito. E não tem conversa. Só ver o episódio não interessa. Você precisa é fazê-lo! O Larica Total é o programa da verdade. E você precisa concretizá-lo para que o programa faça sentido. Portanto, hoje, meus amigos, nós vamos juntos acabar com o MEDO de se fazer um arroz. Hoje não é receita, hoje é um rito de passagem! Faça o arroz junto comigo. Um arroz puro. Eu garanto, depois desse episódio, que eu tenho certeza que você fará junto comigo, eu garanto que você será uma nova pessoa na vida. E como todo dia de mudança, de passagem, é um dia significativo e importante na sua vida, vamos começar com um alongamento, uns exercícios de respiração, postura e aquecimento. Vamos entrar na cozinha na paz. Vamos respirar. Hoje nós vamos assumir um compromisso com a gente mesmo de não apenas fazer o episódio, mas de ver o episódio. Coloque um som bonito que te inspire e inspire. Não sabe fazer ioga e não quer inventar agora o seu próprio ioga, e nem quer se arriscar a quebrar a pescoça num movimento mais ousado, fique parado, seguro e apenas respire. Já vai te colocar no teu centro. Ouça o som e respire. Prepare o espírito, porque hoje você vai fazer um arroz. Acabou o medo! Depois do alongue, do respiro e da calma vamos para a vitória. Arroz, não tem mistério inicial. Tem mistério lá no meio, mas no início é fácil. Já tá definido. Lava a criança. E sem histeria, hein. Achou um cabelinho, joga fora. Vamos parar de fazer escândalo em restaurante. Achou um cabelinho, tira o cabelinho e come o arroz. Não precisa chamar garçon, o maitre, o mestre, a vigilância sanatório. Enfim, fica calmo. Mas lava o arroz também, que é o mínimo, o mínimo. O arroz não precisa ser mais catado, ele já vem catado, uma lavada nele resolve a jogada. Mudando levemente de assunto, enquanto você lava o arroz. É o seguinte: se você quiser fazer o arroz integral, você faz, mas eu não sei se o processo é o mesmo, sinceramente. Quero ainda fazer um arroz integral, mas ainda não fiz, então, não fiz, não posso dizer o que eu não fiz. Quem sabe fazer aí de vocês, fala, quem quer saber, procura. E divide comigo esse conhecimento do integral, porque estamos juntos, poxa. Vamos nos ajudar. E como hoje é um rito de passagem nós vamos fazer dois tipos de arroz. Você na sua casa, pode fazer um dos dois, ou os dois, ou um terceiro arroz que só você sabe. Eu vou fazer dois, porque são as duas maneiras mais importantes de se fazer um arroz. O primeiro é o maravilhoso e inigualável ARROZ DA MAMÃE, DA VOVÓ E DA EMPREGADA QUE ERA PAGA PARA FAZER O ARROZ PRA VOCÊ. Esse arroz é campeão. Esse não tem pra ninguém. Você sabe de qual arroz eu tô falando. Bateu até aquela saudade, né não? O vida… . A gente zoa a gente mesmo. É bonito isso. Porque nada vai superar o arroz da mamãe, da vovó e da empregada que era paga pra fazer o arroz pra você. Ninguém segura a mamãe, ninguém segura a vovó, ninguém segura a empregada que era paga, ninguém, ninguém segura o kalil. Mas a gente já cresceu e você sabe disso tão bem quanto eu. Deixa a mamãe descansar, deixa a vovó dormir, deixa a empregada aposentar pelo inss. Deixa a mamãe pro domingo, porque você sabe que mamãe também chega firme. Encosta, domina, comenta do rodapé ao rodateto, enfim, cada um tem a sua, ama e sua, sente falta e entra numa, no seu próprio balanço. Beijos nas mamães e não precisamos mais falar sobre isso. Mas a gente precisa de arroz. E chegou a hora de fazer um arroz infalível. Você que está lendo este texto, eu te desafio! - Faça um arroz! Não importa se você não estiver com fome. Se você não quiser comer o arroz-aula, dê pra alguém que queira, chame o mendigo e dê pra ele. Dê o arroz para ele. Experimenta antes, claro, veja se está bom e dê. Também não vá dar uma de playboy-riquinho-bobinho e sacanear o mendigo. E se você não quiser ter contato com realidades distantes da sua, tenha contato com uma realidade mais próxima, chame a vizinha gostosa e come tudo. E meninas do meu coração, façam o arroz! Sem machismo, sem feminismo, sem ordem, sem culpa. Façam um arroz como o verdadeiro ato da sua independência total. Quebre as amarras com o passado prendado da sua família e faça o bendito do arroz. Próxima tia-velha-escrota que reclamar que você não frita um ovo, mostre o teu arroz pra ela. Aquele arroz fofinho, soltinho, delícia, que ela mesma nunca conseguiu fazer. hahaha. Vingança! Enfim, não assistam ao programa simplesmente, façam um arroz. Pessoal que curte orkut, que curte fotolog, blog, junte seus amigos e crie o dia nacional de fazer arroz. E façam um arroz. Juntos. Brinquem, bebam, amem, troquem, se ajudem, fotografem, escrevam sobre, publiquem, mas peloamordedeus, FAÇAM UM ARROZ!!!! Enfim, depois deste apelo, deste desafio, desta campanha, deste pacto - que já tá firmado, aguardo retorno, inclusive - vamos partir para dentro dos dois tipos de arroz mais famosos do nosso mundo. O arroz da mamãe, da vovó, da empregada que era paga para fazer o arroz pra você e o arroz infalível. Porque você sabe que é bom ser infalível, porque você sabe que você, né … enfim, você sabe. Lavou o arroz, reserva o arroz lavado escorrido e segue pro refogado que é o que vai dar o sabor no arroz. O gosto do arroz vem do refogado do arroz. Do tempero do arroz. É o equilíbrio desequilibrado a gosto entre o sal, o alho e a cebola que vai deixar o arroz pleno de sabor. O resto é propaganda de toddy. Descubra você essa proporção. Faça o seu arroz. Descasque o alho, com o auxílio da já tradicional porradinha na criança. E descasque o alho todo. Pique também, ou soque com um socador, pode ser direto na panela pra não perder tempo, mas ganhar alumínio. Soca o alho numa quantidade boa, eu mesmo gosto de uma quantidade boa de alho. Faz isso pros dois arrozes se você for fazer os dois tipos de arroz. Os dois arrozes, tanto o da mamãe, quanto o infalível tem essa refogada antes, porque os dois tem que ficar gostosos. A refogada do arroz infalível pode ser até mais puxada, porque você vai ver mais na frente.. Mete o alho na panela, bota o óleo e dá aquela dourada na marmota. Coloque a cebola também junto. E doure. Eu acho que tem uma ordem de douramento, entre a cebola e o alho, quem vai primeiro, mas eu confesso que eu não sei. Eu sei que o alho vai mais rápido que a cebola, então se vc quiser uma cebola mais corada, melhor botar ela primeiro, senão queima o alho. Mas você pode fazer do jeito que você quiser, aliás, você vai fazer do jeito que você quiser, porque não vai ter ninguém na hora pra te encher o saco, eu pelo menos não vou. Eu confio em você e você confia mais em você do que eu. Faça o arroz, ok! Não tenha medo.

Cuidado no refogue, mexa bem pra não queimar ninguém e adicone o arroz lavado, escorrido. Frita essa girafa. Mexe e frita o arroz nesse refogado gostoso, passe o arroz, rode o arroz, dê aquela mesclada nos ingredientes, faça o verdadeiro blend. Você que já fez muito blend, faça mais um agora. A cozinha em si é um grande blend, uma grande mistura de temperos e alimentos. Não frite muito e vamos para o verdadeiro divisor de águas A água é o que diferencia o arroz da mamãe do arroz infalível. A água é a hora da verdade. Quando o menino vai virar homem e a pirraça vai se transformar em saudade. É a hora de separar a fase do arroz da mamãe, da fase do arroz infalível!!!! Agora é a hora de amadurecer. E como todo nascimento, o seu re-nascimento será feito pela água, sempre. É o batismo, é o rito-pagão, é minha colher de pau na sua mão, hehehe, brincadeira grosseira, desculpe. Mas vamos lá. No arroz da mamãe e da vovó e da empregada, você coloca água até dois dedos deitados a mais sobre a linha do arroz. Essa medida é uma das medidas mais contestadas e debatidas e controversas de todos os tempos da humanidade. Nem a cintura da mulher mundial ideal foi mais debatida e contestada e comentada e idolatrada como a medida da água do arroz. Dois dedos acima, 1 dedo e meio, meio dedo, tres dedos? Três dedos é perigoso hein, alô você, três dedos é quente. Cuidado. Mas o grande lance é: você deve encontrar o equilíbrio entre essa quantidade de água a mais, com a quantidade de arroz, para que o arroz pare de cozinhar, fique no ponto, no exato momento que a água acabar. Se isso acontecer, meu amigo, além de uma luz e uma música celestial invadir sua cozinha, você terá conseguido um dos maiores arrozes do mundo. Aliás, plural de arroz, é arrozes, vocês já perceberam, né. Então, se tudo der certo, você terá feito o mais nobre dos arrozes: o inesquecível e fundamental arroz da mamãe, da vovó e da empregada que era paga pra fazer o arrroz pra você. Esse não tem pra niguém. Agora, imagine quantos arrozes você já não queimou, ou empapou, tentando chegar nesse equilíbrio. É uma saga, uma versadeira saga. Mas eu recomendo o caminho, eu apoio a trilha. Vá e vença. Um dia você chega lá, quem sabe com a maternidade/paternidade você não alcança seu objetivo. Seus filhos agradecerão, como você agradeceu sua mãe. Ou então, você contrata uma empregada, ou chama sua avó, enfim, você sabe. E o segredo do arroz infalível será revelado agora, a magia do óbvio. Uma das grandes sacações de alguém nesse mundo. Para fazer o arroz infalível você só precisa adicionar bastante água e fazer o arroz igual a um macarrão. Você bota bastante água na panela e vai experimentando. Quando você achar que o arroz está bom, a consistência está do jeito que você gosta, você joga a água fora e come o arroz! Você joga a água fora e está pronto! Está pronto! Branco como a neve, branco como a paz, branco como um comercial de sabão em pó. Branco, verdadeiramente branco. Macio, consistente, seco, fofo, lindo, saboroso, correto, impecável e branco! Claro, que desse jeito, ele fica com menos gosto do que o outro da mamãe, lógico, e com muito menos nutrientes também, claro, porque vai tudo embora na água. Mas eu te avisei que esse não era o arroz da mamãe, da vovó, da empregada. Esse é o arroz que não falha, nunca. Um arroz que nutre, ele realmente não é. E você já está bem crescidinho, convenhamos. E o mundo é livre. Você pode optar pela reciclagem da água do arroz e não jogá-la fora. Você pode acompanhar o video abaixo, onde eu apresento duas maneiras gostosas de você utilizar a água do arroz, sem perder seus nutrientes.  Um dica boa é fazer um refogado mais forte para o arroz infalível, porque ele vai levar mais água. Pode colocar mais sal, sem morrer lógico, mas coloque um pouco a mais de sal, de cebola, alho para o tempero pegar mais no arroz. Ou simplesmente, salgue o arroz no prato depois.  E pra finalizar, só uma ultima coisa. FAÇA UM ARROZ! Hoje, um, pelo menos um. E me conte depois.. Beijos, paz, luz e liberdade. Chega de medo. Chegou a hora da verdade. Estamos juntos.

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Paulo em outubro 31, 2008

16 comentários até agora

  1. Erika novembro 1, 2008 16:29

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    Você é incrível!!! Pela primeira vez na vida, vi alguém escorrer arroz. A água deve "evaporar" durante o cozimento e não ser... ...

  2. Marcelo novembro 1, 2008 20:47

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    Cara, nesse episódio acho que nesse "arroz infalível" rolou uma aplicação prática de um dos princípios da Lei de Murphy: "Se... ...

  3. Daniel Franco novembro 1, 2008 21:25

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    Porra, sensacional !!!
    Faça um, um, um, arroz carreteiro !!!

  4. Paulo novembro 3, 2008 12:41

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    Érika, desculpa. Na próxima vez prometo que vou prestar mais atenção. Obrigado pelas Valiosas dicas.

  5. Aline novembro 3, 2008 19:55

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    Foi a primeira vez que vi o larica total e a receita de arroz me deixou muito satisfeita enquanto esposa-atribulada-de-jornada-tri... ...

  6. Guerrilheira novembro 4, 2008 21:02

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    "E meninas do meu coração, façam o arroz! Sem machismo, sem feminismo, sem ordem, sem culpa. Façam um arroz como o verdadeiro ... ...

  7. Erika novembro 5, 2008 15:52

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    Guerrilheira, é só uma dica… pra ajudar o assassino de alho e algum solteiro perdido por aí!

  8. Bruno Focaum novembro 5, 2008 23:54

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    hahahahhahahaha
    Muito bom, mas nada e igual o Frango-totalflex
    auwhuahwuhawuhawhaw
    Cada dia melhor o prog.
    =D

  9. Matuto novembro 6, 2008 0:11

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    Tentei duas vezes. Na sexta ficou mais ou menos, deu pra comer. No sábado esqueci o sal, mas deu pra comer também, junto com ... ...

  10. Nathalia novembro 16, 2008 21:22

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    Genial esse programa! Olha só, esse "arroz infalível" eu costumo fazer de outro jeito que também dá certo. Eu faço o arroz... ...

  11. Nathalia novembro 16, 2008 21:23

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    ops, corrigindo: não é “azeite, óleo e cebola” mas sim “azeite, alho e cebola”

  12. Erika novembro 17, 2008 17:03

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    E os posts do misto quente gratinado e do yakisobra? Quando vão disponibilizar?

  13. Margot dezembro 6, 2008 2:16

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    Paulo, vc e demaissssss
    …..escorrer o arroz???!!!….passo mal de tanto rir!!!

  14. Valéria janeiro 14, 2009 19:14

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    Eu nunca tinha visto alguém escorrer arroz mas no outro dia tinha visto no programa do Jamie Oliver e fiquei espantada e agora vi... ...

  15. Aroldo fevereiro 19, 2009 12:49

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    Paulo, muito bom, foi o primeiro arroz que fiz na vida, tirei até foto, fim do medo do arroz…valew

  16. diogo espíndola agosto 31, 2010 18:39

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    não esrá abrindo o video

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Comentários